Texto Bíblico Básico – Neemias 4:1-8

E sucedeu que, ouvindo Sambalate que edificávamos o muro, ardeu em ira, e se indignou muito; e escarneceu dos judeus. E falou na presença de seus irmãos, e do exército de Samaria, e disse: Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isto? Sacrificarão? Acabá-lo-ão num só dia? Vivificarão dos montões do pó as pedras que foram queimadas? E estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, contudo, vindo uma raposa, derrubará facilmente o seu muro de pedra. Ouve, ó nosso Deus, que somos tão desprezados, e torna o seu opróbrio sobre a sua cabeça, e dá-los por presa, na terra do cativeiro. E não cubras a sua iniqüidade, e não se risque de diante de ti o seu pecado, pois que te irritaram na presença dos edificadores. Porém edificamos o muro, e todo o muro se fechou até sua metade; porque o coração do povo se inclinava a trabalhar. E sucedeu que, ouvindo Sambalate e Tobias, e os árabes, os amonitas, e os asdoditas, que tanto ia crescendo a reparação dos muros de Jerusalém, que já as roturas se começavam a tapar, iraram-se sobremodo, E ligaram-se entre si todos, para virem guerrear contra Jerusalém, e para os desviarem do seu intento.

Texto Áureo

Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo,
Filipenses 3:18

Introdução

Desde que a humanidade existe, sempre houve aqueles que querem fazer objeção a obra  o relato de quando Neemias estava reedificando os muros, Sambalate (ou Sambalá) heronita que era governador de Samaria ardeu em ira e se indigna e juntou com Tobias que era um ex-escravo que se tornou governador de Amonn.

Sambalate era governador de Samaria por isso pretendia governar a Judéia também, mas a vinda de Neemias teria prejudicado seus planos. Ele põe em dúvida a autoridade de Neemias. E Tobias e os demais tinham interesses políticos e econômicos para que Jerusalém não fosse reerguida.

Que fazem estes fracos judeus? Permitir-se-lhes-á isso? Sacrificarão? Darão cabo da obra num só dia? Renascerão, acaso, dos montões de pó as pedras que foram queimadas?Estava com ele Tobias, o amonita, e disse: Ainda que edifiquem, vindo uma raposa, derribará o seu muro de pedra”. (Ne. 4.1-3).

E sempre assim se você se levantar para fazer a obra do Senhor, se prepare para a oposição, nem Jesus escapou deste tipo de oposição, os reis, governantes, os religiosos judaicos da época, Pedro certa vez declarou algo que era contra os propósitos de Deus e Jesus o repreendeu e um dos seus próprios discípulos e não era um qualquer era um discípulo de confiança tanto que cuidava do dinheiro, então hoje em dia não podemos nos enganar achando que fazendo algo para Deus vai dar tudo certo, tudo vai correr as mil maravilhas.

No texto áureo lemos a lamentação de Paulo, falando dos inimigos da cruz de Cristo, que eram Judeus, que não aceitavam a vergonha da cruz, e pregavam um sistema judaizante, fazendo prosélitos e desfiando o povo do caminho reto do Senhor.

Engraçado que hoje em dia esse povo ainda está por ai são alguns não generalizando, Judeus Messiânicos, que querem a todo custo evangelizar e levar prosélitos os cristão no mundo todo a abrasarem todo ritual judaico, a internet está cheia deles, pregam a circuncisão, a observância da lei e outras coisitas mais.

Como já dizia Salomão não há nada novo debaixo do Sol, o que já foi agora é de novo parafraseando.

Mais vamos analisar alguns entraves quanto a nossa relação com Deus, Jesus, família e igreja.

1- O Primeiro grande inimigo e o Pecado

O pecado do homem vem sempre como grande vilão da vida cristão, porque o pecado nos separa de Deus.
Quando o primeiro casal pecou, foi expulso do jardim, onde Deus andava (Gênesis 3:23; 2:17; 3:8). Isaías viu este problema em relação ao povo de Israel:
“Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça” (Isaías 59:1-2).

1.1 A falta de Submissão

Submissão não é mera obediência externa, nem tão pouco quando controlado. Submissão é prestar obediência inteligente a uma autoridade delegada. É exteriorizar um espírito submisso, mesmo quando ninguém está por perto. É renunciar à opinião própria quando se opõe à orientação daqueles que exercem autoridade sobre nós.

Quando é que aprendemos o que é a submissão? Quando é que nos convertemos? Quando aceitamos o senhorio de Cristo sobre nossas vidas. Quando verdadeiramente renuncio a tudo o que tenho, nego a mim mesmo , tomo a cruz e sigo ao Senhor. Sigo submisso às direções e orientações que recebo das autoridades delegadas. “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus”, “antes a si mesmo se esvaziou”… “a si mesmo se humilhou”, “tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fp 2 5-8). Só existe um caminho para a submissão, andar como Cristo andou (1Jo 2.6). Ele é o nosso modelo. E, “embora sendo Filho (Jesus homem), aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hb 5.8).

Sem submissão jamais chegaremos ao alvo. Nem estaremos sendo cooperadores do Senhor. Se alguém é independente, rebelde, não é membro do corpo, pois sendo membro será sempre dependente, submisso. Como pode um membro subsistir no corpo se não se submeter às ordens da cabeça? Assim também nós não podemos subsistir no corpo de Cristo se não formos sujeitos as autoridades delegadas. Quando uma mulher não se submete ao seu marido, ou quando um filho não obedece ao seu pai, ou quando o empregado não acata a ordem de seu chefe, ou quando o discípulo não se submete as autoridades, é porque estão cheios de si mesmos. Quem está cheio de Cristo está cheio de obediência. O evangelho do reino aniquila com a independência do homem, bem como com a rebeldia: faz do homem um Ser submisso.
Quando o homem vive no princípio de submissão às autoridades delegadas por Deus, ele desfruta de benefícios desejados por todos os homens, a saber:

  1. Paz, ordem e harmonia no corpo de Cristo;
  2. Edificação e formação de vidas;
  3. Unidade e saúde na igreja;
  4. Cobertura e proteção espiritual.

1.1.1 – O Pecado na família

Que governe bem a sua própria casa, tendo seus filhos em sujeição, com toda a modéstia. (Porque, se alguém não sabe governar a sua própria casa, terá cuidado da igreja de Deus?); 1 Timóteo 3:4-5

Na qualificação bíblica para pessoa ser ordenada, na obra de Deus, tem o requesito basico que é de que o candidato tenha sua casa toda em ordem, Não há provavelmente uma área tão importante na nossa vida e na vida da igreja cristã quanto à família. Cremos que não há muita dúvida a respeito desta afirmação. Todos nós concordamos que famílias sadias e equilibradas formam o esteio de igrejas e sociedades equilibradas.

Agora afirmar hoje que a família é a base e a célula mater da sociedade, me parece afirmar mais uma verdade do que uma realidade vivida e aceita.

O que quero dizer é que como verdade absoluta essa afirmação é imutável e que como realidade ela já não está tão arraigada nos conceitos e convicções de nossa sociedade, visto a própria situação de sociedade em que vivemos. Ao menos, de maneira implícita essa verdade hoje não é aceita, já que, em seu conceito básico a família é uma instituição Divina, e Deus hoje parece estar entre parênteses para a maioria das pessoas e famílias e à margem da educação familiar.

A unidade da família é importante para a pessoa e para a sociedade, é no âmbito da família que o homem recebe as primeiras noções do bem e da verdade, aprende a amar e ser amado e o significado de ser pessoa, tanto que a bíblia aponta como a terceira prioridade a Família, logo após Deus e o Conjugue e antes do trabalho e igreja.

1.1.2 – O Pecado Social

Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que parecia bem aos seus olhos. Juízes 17:6

Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos. Juízes 21:25

Nos estamos em nossos tempos a pos-modernidade, onde artistas, pensadores e historiadores (chamados formadores de opinião), defendem que a ascensão do ceticismo e do relativismo na nossa forma de pensar.

Ceticismo – Afirma que não se pode obter nenhuma certeza absoluta a respeito da verdade. Os seus adeptos questionam, Por que há tanto sofrimento no mundo? Como pode um Deus amoroso deixar seus filhos irem para o inferno? Um Deus cristão não deveria ser um Deus de amor? São algumas resposta que a igreja e os cristãos tem que dar aos céticos de plantão.

Relativismo – É a teoria filosófica que se baseia na relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. Ela parte do pressuposto de que todo ponto de vista é válido.

Essa filosofia afirma ainda que todas as posições morais, todos sistemas religiosos, todos movimentos políticos, etc., são verdades que são relativas ao indivíduo.

Infelizmente, a filosofia do relativismo é penetrante em nossa cultura hodierna. Com a rejeição de Deus, e do Cristianismo, a verdade absoluta particular está sendo praticamente abandonada. Nossa sociedade pluralista deseja evitar a idéia que há realmente o certo e o errado. Isto é demonstrável através de nosso ambiente social: do sistema judicial deteriorado que possui cada vez mais dificuldades em punir os criminosos, da mídia que continua a nos empurrar o seu pacote particular do que seja moralidade e decência, de nossas escolas que ensinam a evolução e a “tolerância social”, etc. Como conseqüência, o relativismo moral está cada vez mais ganhando espaço no sentido de encorajar a todos em aceitar o homossexualismo, a pornografia na TV, a fornicação, e uma avalanche de outros pecados que outrora foram considerados errados e perniciosos, mas que agora estão sendo aceitos e até mesmo encorajados em nossa sociedade. Isto se infiltrou tanto em nossa moderna maneira de pensar que se você falar algo contra o relativismo e sua vã filosofia, então prontamente te rotulam como fanático intolerante.

“Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6).

Para serem salvas, as pessoas se esforçam, procuram ser pessoas boas, honestas, íntegras mas … nada disso poderá levá-las para o céu, pois a Palavra de Deus nos diz claramente que somente JESUS é … O ÚNICO CAMINHO, A ÚNICA PORTA e o ÚNICO MEIO de nos dar a vida eterna.

1.1.3 – O Pecado da falta de zelo para casa do Senhor

Este profeta tem uma palavra muito forte ao afirmar em seu livro que a pobreza e as más colheitas são uma censura à letargia espiritual dos repatriados do exílio da Babilônia e o desleixo com as coisas de Deus. Por isso, Ageu clama ao povo que renove sua fé no Senhor e construa uma casa digna dEle, da Sua grandeza, e, as bênçãos sobre o povo se multiplicarão. E realmente isso acontece! O final do livro de Ageu – poderíamos dizer assim: O final desta história – termina com a benção do Senhor para aqueles que obedecem à sua voz:“Estai bem atentos, a partir de hoje e no futuro… desde o dia que foi fundado o Templo do Senhor, estai atentos… A partir de hoje, eu vou abençoar”. (2: 18-19).

Fico pensando: temos tanto prazer e orgulho em receber visitas em nossas casas. Deixamos tudo arrumadinho, cortinas novas, iluminação boa, sofás confortáveis. Nos incomoda a parede suja ou a pintura antiga e desbotada. Queremos um bom microsystem para ouvir nossas músicas “com qualidade digital”. Servimos o cafezinho às nossas visitas nas melhores louças que possuímos. Tudo para nosso conforto, e, bem-estar dos nossos convidados. Investimos na nossa habitação. E isso é muito bom! É ordem, é zelo! Mas, e quanto a Casa do Senhor?

1.2 – O pecado da auto-suficiência humana.

O exemplo mais claro é a vida de Moises, ele viveu no palácio como príncipe real durante seus primeiros 40 anos (At 7.23). Os próximos 40 anos ele viveu no deserto, não muito longe do Sinai, por onde mais tarde conduziria o povo de Deus (At 7.29,30). Seus últimos 40 anos foram dedicados a liderança do povo de Deus, tirando-os da servidão do Egito e conduzindo-os a entrada de Canaã (Nm 14.33). Ele viveu 120 anos (Dt 34.7), divididos em três períodos de 40 anos cada.

No palácio de Faraó, ele viveu cercado de luxo e se preparou sob a direção dos melhores professores e líderes da época, na corte mais adiantada do mundo de então. Humanamente ele estava preparado, mas espiritualmente ele aprendeu as primeiras lições com Deus, na solidão do deserto. Era Deus guiando os seus passos e preparando na sua escola da experiência para a grande obra que ele deveria executar.
Isso ocorreu para que Moisés depois não se orgulhasse, mas desse toda glória a Deus. Foi no deserto que Moisés libertou-se de sua auto-suficiência que tanto complicou a sua vida quando ele prematuramente agiu na sua força no sentido de querer libertar o seu povo, pensando que tinha capacidade para isso, Ex 2.11-15.

40 anos ele levou para aprender toda ciência humana e mais 40 para descobri que não sabia de nada. E nós por mais que saibamos nunca chegaremos a plenitude do saber esta pertence a Deus.

Moises e a rocha

Então disse o SENHOR a Moisés: Passa diante do povo, e toma contigo alguns dos anciãos de Israel; e toma na tua mão a tua vara, com que feriste o rio, e vai. Eis que eu estarei ali diante de ti sobre a rocha, em Horebe, e tu ferirás a rocha, e dela sairão águas e o povo beberá. E Moisés assim o fez, diante dos olhos dos anciãos de Israel. Êxodo 17.5,6

E o SENHOR falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós? Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais. E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado. Números 207-12

Por causa da falta de água, o povo contendeu contra Moisés – foi sua sétima murmuração contra este servo de Deus, novamente em Cades. A terra de Canaã, com fartura de tudo, estava próxima, mas eles ainda não haviam chegado. É bom nos lembrarmos que não estamos aqui permanentemente: somos peregrinos neste mundo e um dia vamos sair daqui. Portanto não percamos o nosso tempo em lamentações sobre as condições do meio em que vivemos.

Novamente, como acontecia sempre que o povo contendia com Moisés, a glória do SENHOR apareceu, para resolver a situação. Ele mandou que Moisés tomasse a vara (de Arão), ajuntasse o povo e, com Arão, falasse à rocha para dela obter água.

Agora sabemos que a rocha era uma figura de Cristo (1 Coríntios 10:4). Muitos anos antes a rocha havia sido ferida por Moisés para obter água (Êxodo 17:5,6); para se manter o simbolismo, a rocha não deveria ser ferida novamente, pois Cristo iria ser ferido, ou crucificado, uma única vez pelos nossos pecados (Hebreus 10:12). A água abundante simboliza o derramamento do Espírito Santo, que satisfaz a sede espiritual e fortalece com Seu poder.

A ação de Moisés, declarando “porventura faremos sair água desta rocha”, e ferindo a rocha duas vezes com a vara resultou de:

Incredulidade: Da outra vez obteve água ao bater na rocha; ele não cria que apenas falar à rocha daria resultado, e a sua incredulidade aparecia na palavra porventura.

Petulância: Não santificou (obedeceu) o SENHOR diante dos filhos de Israel, mas, dizendo faremos ele se arrogou autoridade que pertencia somente ao SENHOR, e feriu a rocha.

Exaltação: Moisés não somente prejudicou o simbolismo da rocha com a sua desobediência, mas exaltou-se a si próprio.

Assim mesmo, o SENHOR fez o milagre, e saíram muitas águas (fontes) da rocha. Mas Moisés foi castigado por sua incredulidade (o mesmo pecado que o povo havia cometido 37 anos antes) com a proibição de entrar na terra prometida (o mesmo castigo que o povo sofreu).

2- As Divisões Internas

Os inimigos de Deus não dão trégua, além de perseguir a igreja externamente, também ataca a unidade da igreja internamente. Temos os falsos mestres e falsos pastores e falsos irmãos que a bíblia apresenta com joio, e não adianta você se revoltar e sair e tentar procurar outra igreja, porque não existe igreja perfeita e a partir do momento que você chegar lá já estragou tudo. Costumo disser que a igreja está cheia de doentes e problemáticos que estão sobre cuidado do bom pastor.
Vejamos alguns casos que causam divisão na igreja, ou em qualquer instituição.

2.1 – O entrave da preferência

Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons  (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu para aprendermos a lição.

O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de venerar líderes cristãos reconhecidos. Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloqüente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo (3.6, cf. At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto.

Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), no entanto percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas.

Os “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” (cf. 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo “de Cristo,” cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja toda como sendo “de Cristo” (cf. 3.23; 2 Coríntios 10.7).

2.2 – O entrave do monopólio da verdade

Durante a Idade Média, e até início do século XVI, milhares de pessoas morreram porque uma igreja tinha o poder absoluto, alegando ter autoridade dada por Deus. E em nome de Deus, crendo serem seus representantes, os dirigentes, chefes dessa igreja monopolizavam a verdade, impondo aos seus membros, (ou não membros) sob pena de tortura, excumunhão e morte, aquilo que eles determinavam como a única verdade.

Com as igrejas reformadas não foi muito diferente. Alguma coisa mudou, havia que mudar, ou não surgiriam novas organizações com novos dirigentes; mas o princípio era o mesmo: monopólio da verdade, hierarquia, imposição de doutrinas, e o exercício do poder abusivo. Algumas lições do Evangelho são seguidas apenas para satisfazer seus próprios interesses. Os interesses dos guias, dos chefes, chamados de pastores, reverendos, ministros, que atuam como donos da igreja, donos da verdade. E também, como a igreja-mãe, julgam, condenam, castigam, aqueles que da membresia, discordam de alguma forma de doutrina ou dogma.
Portanto Jesus na sua infinita sabedoria não deu o monopólio a ninguém e o apostolo Paulo, nos chama a atenção para a multiforme graça de Deus, que pode ser comparado a uma colcha de retalho que possuem vários retalhos diferentes uns dos outros são as diversas igrejas cristãs que contribuem para o reio de Deus e para proclamação do evangelho de Cristo entre os homens.

2.3 – O entrave da palavra

A falta de ensinamento bíblico correto tem gerado vários entraves  a unidade do corpo de cristo por desconhecimento pregam um evangelho superficial, um evangelho sem a cruz, um evangelho legalista, onde o homem aparece como o grande astro e Deus um mero figurante ou marca para ser usada.
O ensino da palavra e a pregação principalmente em nossos dias em que há carência da palavra verdadeira têm que ter como base os seguintes requisitos:

  1. Bíblica (Respeitando a hermenêutica a própria bíblia se explica )
  2. Cristocêntrica .(“A natureza nos forma, a ciência nos informa , mas, somente a Bíblia através de Cristo nos transforma”).
  3. Dependente do Espírito .( Tanto no preparo como na apresentação).
  4. Isenta do Eu. ( A habilidade impressiona, mas, não transforma).
  5. Fervorosa e Entusiasta. (Deus dentro convicção). O entusiasmo faz a mentira parecer verdade e a falta dele faz a verdade parecer mentira.
  6. Clara e Precisa. (Muitos pregam sermões que poderiam ser intitulados: “um dia compreenderás”).
  7. Que revele o Amor de Deus. (Nenhum sermão deve ser apresentado sem ter esta  ênfase).

3- Antídotos contra os entraves

Os antídotos e soluções eficientes são os recursos que são providenciados por nosso Deus.

3.1- Um único Deus o verdadeiro

Nada pode ocupar o lugar de Deus em seu coração todo seu corpo, alma e mente tem que estar voltada para o único e verdadeiro Deus.

3.2- Um único Senhor: Jesus

Olhemos, seguimos somente a Cristo, o autor e consumador da nossa fé, andando em fé a exemplo de Pedro que andou sobre o mar representando todas as nossas tribulações na vida e lutas para preservar a unidade enquanto ele olhava para Cristo estava andando por fé sobre as águas e quando ele tirou os olhos de Jesus, ele naufragou e teve que ser socorrido por Jesus.

3.3- Um único Espírito: O do Senhor

A unidade da Igreja como obra do Espírito Santo, e não de uma autoridade exterior.  Porque o Espírito Santo ele  “desce sobre todos os que ouvem a Palavra” (At 10,44), mas também testifica: “O que nasceu do Espírito é espírito” (Jo 3,6). 5 O Espírito Santo vivifica, portanto, e faz verdadeiramente com que os membros vivam. Mas o Espírito vivifica unicamente os membros que se encontram no corpo que ele vivifica.

1- No pensamento – Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. Filipenses 4:8. A igreja precisa entender que quando há unidade de pensamentos o caminhar fica mais tranqüilo e abençoado. A igreja que tem unidade de pensamentos avança na mesma direção e amplia seus espaços.

2- Nas atitudes – E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Atos 4:33
A forma como agimos provoca uma reação coletiva que traz um nível de transformação tremendo para a igreja. As pessoas precisam ver em nós as mesmas atitudes.

3- Na concordância – Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós dissensões; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. 1 Coríntios 1:10 Quando dois de nós concordamos acerca de alguma coisa na terra Deus terá prazer em nos abençoar e fazer com que a prosperidade nos alcance.

4- Na divisão de tarefas – Ora, naqueles dias, crescendo o número dos discípulos, houve uma murmuração dos gregos contra os hebreus, porque as suas viúvas eram desprezadas no ministério cotidiano.E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas.Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais constituamos sobre este importante negócio.Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.E este parecer contentou a toda a multidão, e elegeram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, e Filipe, e Prócoro, e Nicanor, e Timão, e Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia; At. 6:1-6 A seara realmente é grande e os trabalhadores são poucos, mas para isso é preciso que tenhamos sensibilidade na divisão de tarefas, não querer abraçar todas as atividades sozinho. A divisão de tarefas é uma mostra de que estamos em unidade e não centralizando tudo numa só pessoa.

5- Nas conquistas – E a multidão dos que criam no Senhor, tanto homens como mulheres, crescia cada vez mais. Atos 5:14. Toda conquista só se consolida se tivermos unidade dada pelo Espírito Santo. Devemos querer conquistar pela unidade e não na individualidade.

3.4 – Uma só palavra: a que dá vida

A bíblia e a nossa única fonte de vida espiritual, são muitos os ensinos errados que circulam por ai mais devemos sempre ficar com que a bíblia diz não importa a experiência pessoal ou revelação, até se uma anjo descer do céu, não acredite, e ela diz que nos últimos dias apareceram homens fazendo sinas e prodígios de mentira e enganarão a muitos.

Conclusão

A solução para todos os problemas da humanidade, só econtram soluções em Deus.