profeta

O que é Dom?

Para iniciar é  importante estudar a distinção entre Dom de Profecia e Ministério de Profeta, precisamos conceituar biblicamente o termo Dom. A palavra, de acordo com a raiz hebraica nathan e a grega dosis (derivado do verbo didomi), estabelece um significado de dar (ou dotes) no contexto veterotestamentário; e um sentido ativo de “dar” ou um sentido passivo de “dádiva” num contexto neotestamentário; respectivamente (2 Cr 9.15; Jo 3.16)   .
Particularizando a análise do termo “Dom” na categoria dos “Dons Espirituais”, é factível que três palavras gregas apareçam em 1 Co 12 – 14: “ta pneumatika” (12.1); “ta pneumata” (14.12); “ta charismata” (12.4,9,28,30,31). Esses termos significam, respectivamente, “dons, poderes e manifestações espirituais”; “manifestações do Espírito”; “dons da graça ou dons carismáticos (carismas)”  .

Dom de Profecia

O Dom de Profecia, analisado a partir das conceituações citadas acima e de acordo com 1 Co 12.4-27, é um dom ou manifestação espiritual (carismática) que dá a capacidade transcedental ao crente para desempenhar uma função útil no “Corpo de Cristo”. Esse dom não pode ser confundido com os dons ministeriais (conforme os de Efésios 4.11) e, muito menos, com as posições espirituais da igreja primitiva (como Presbíteros [ou Bispos, Pastores] e Diáconos), porém, ambos [os dons] servem para edificar a Igreja e denotar o seu caráter de Unidade, diversidade, distribuitivo, ordeiro, motivador, permanente e valoroso no exercício do uso adequado dos Dons.

Profecia

A profecia é uma manifestação do Espírito de Deus e não da mente do homem, e é concedida a cada um, visando a um fim proveitoso: 1 Co 12.7.

Embora o dom da profecia nada tenha a ver com os poderes normais do raciocínio humano, pois é algo muito superior, isso não impede que qualquer crente possa exercitá-la: “Porque todos podereis profetizar, um após outro, para todos aprenderem e serem consolados”, 1 Co 14.31.

Ainda que nalguns casos o dom da profecia possa ser exercido simultaneamente com a pregação da Palavra, é evidente que esse dom é dotado de um elemento sobrenatural, não devendo, portanto, ser confundido com a simples habilidade de pregar o Evangelho.

Dada a importância desse dom em face dos demais dons espirituais, e dentro do contexto da doutrina pentecostal, necessário se faz uma análise cuidadosa, no sentido de conceituá-lo no seio da Igreja hoje.

O apóstolo Paulo adverte os crentes a procurar “com zelo os dons espirituais, mas principalmente o de profetizar” (1 Co 14.1); isto por razões que ele mesmo enumera:

a. Porque “o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação… O que profetiza edifica a igreja”, 1 Co 14.3,4.

“Edificação”, “exortação” e “consolação” são os três elementos básicos da profecia, são a razão de ser e de existir desse dom. É evidente que isto contraria a crença tão popular entre nós, de que o principal elemento da profecia é o preditivo (predição do futuro). Certamente, que tanto o Antigo quanto o  Novo Testamento contêm numerosas profecias preditivas, muitas das quais já se cumpriram, e outras estão se cumprindo, e outras ainda se hão de cumprir, No entanto, no conteúdo geral das Escrituras, o elemento preditivo da profecia é relativamente o menor.

b. Porque ‘‘se todos profetizarem, e algum in-douto ou infiel entrar, de todos é convencido, de todos é julgado. Os segredos do seu coração ficarão manifestos, e assim, lançando-se sobre o seu rosto, adorará a Deus, publicando que Deus está verdadeiramente entre vós”, l Co 14.24,25.

Há algo mais que precisamos ter em mente quanto ao dom de profecia e o seu uso na Igreja hodiemamente:

a) O dom de profecia nunca deve exercer propósitos diretivos ou de governo sobre a Igreja. No Antigo Testamento, Israel era governado por reis e o culto era dirigido pelos sacerdotes, mas nunca por alguém que se tivesse distinguido por um ministério cem por cento profético. Os profetas eram apenas colaboradores na condução do povo. O mesmo aconteceu corn a Igreja dc Novo Testamento: o seu governo sempre esteve sob a responsabilidade dos presbíteros ou bispos, ou pastores, mas nunca sob a responsabilidade de profetas.

Escreveu o missionário Eurico Bergstén, que “quando alguém, por meio de profecia, penetra na direção da igreja, mostra que é dominado por influências estranhas. Abre-se, então, uma porta para a perturbação… Quando alguém se faz ‘oráculo de profeta’, para responder a perguntas e orientar os crentes, está usando indevidamente o dom de profecia… O dom de profecia não atinge, nesta dispensação, a faixa de consulta, pois tem uma outra finalidade: a edificação da Igreja”.

b) Devido a possíveis abusos quanto ao uso do dom da profecia, este dom está sujeito a análise e a conseqüente julgamento. Recomenda o apóstolo Paulo: “…falem dois ou três profetas, e os outros julguem”, 1 Co 14.29.

Paulo arremata suas advertências quanto ao dom de profecia, dizendo: “Se alguém cuida ser profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor”, 1 Co 14.37.

O dom de profecia não deve ser desprezado (1 Tm 4.14), mas despertado (2 Tm 2.16), a fim de que a Igreja seja enriquecida: 1 Co 1.57.

Algumas perguntas sobre a questão:

Onde vemos no Antigo testamento a promessa do dom de profecia e quando foi iniciado no Novo testamento?

O Senhor DEUS, através do profeta Joel, prometeu derramar abundantemente do seu ESPÍRITO sobre os seus servos (Jl 2.28-32).

Tal promessa, que iniciou o seu cumprimento a partir do Dia de Pentecostes e inclui especificamente o dom de profecia (Jl 2.28-32; At 2.16-21).

Quem pode ter o Dom de Profecia, na Igreja?

Qualquer crente salvo pode ter o dom de profecia na nova dispensação (1 Co 14.24).

Independe de idade, sexo, status social e posição na igreja (At 2.17,18), tal como vemos nas quatro filhas de Filipe “que profetizavam” (At 21.9).

Definição de Dom de Profecia:

O dom de profecia, aqui abordado, é uma manifestação momentânea e sobrenatural do ESPÍRITO SANTO, como um dos dons espirituais prometidos, e não um ministério.

O maior valor da profecia é que ela, sendo de DEUS, ao contrário das línguas estranhas (quando não têem a interpretação), uma vez proferida, exorta, edifica e consola a coletividade e não unicamente o que profetiza (1 Co 14.3-5).

Características do Dom de Profecia:

A Bíblia ensina que a profecia deve ser julgada na igreja e que o profeta deve obedecer ao ensino bíblico (1 Co 14.29-33).

Não podemos esquecer que a profecia, nesse contexto, não se reveste da mesma autoridade da dos profetas e apóstolos das Sagradas Escrituras.

O dom de profecia, na presente era, não é infalível e, portanto, é passível de correção.

Pode acontecer de o profeta receber a revelação do ESPÍRITO SANTO e, por fraqueza, imaturidade e falta de temor de DEUS, falar além do que devia.

Quem profetiza, portanto, deve ter o cuidado de falar apenas o que o ESPÍRITO SANTO mandar, não alegando estar “fora de si” ou “descontrolado”, pois “os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas” (1 Co 14.32).

O nosso DEUS nunca deixou de se comunicar com o seu povo. Ele continua a falar conosco, inclusive por meio do dom de profecia. O Senhor sempre cuida do progresso e edificação de sua Igreja. Por essa razão, JESUS deu à sua Noiva, apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e doutores.

A profecia, como dom, pode vir de 3 fontes: De DEUS, do homem e de satanás.

Devem ser julgadas (1 Ts 5:21,22) e controladas para haver ordem no culto; um depois do outro e no máximo três em cada reunião (1 Co 14.31).

Não devem ser desprezadas(1 Ts 5:20).

Vêm para edificação, exortação e consolação(1 Co 14:3).

Línguas + Interpretação = Profecia (1 Co 14:27,13).

Diferente de profeta, todo profeta profetiza, nem todo que profetiza é profeta (1Co 14:31) e (Ef 4:11)

Profeta é ministério dado por CRISTO, profecia é manifestação do ESPÍRITO SANTO.

Profeta prediz alguma coisa que ainda vai acontecer, profecia não prediz nada.

Todos podem profetizar (1 Co 14.31), mas poucos são chamados para serem profetas. 

Exemplos de profecias:

JESUS: “Assim também vós agora, na verdade, tendes tristeza; mas eu vos tornarei a ver, e alegrar-se-á o vosso coração, e a vossa alegria ninguém vo-la tirará.”(Jo 16:22).

Paulo: “disse Paulo ao centurião e aos soldados: Se estes não ficarem no navio, não podereis salvar-vos. Então os soldados cortaram os cabos do batel e o deixaram cair. Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós.”(At 27:31-34).