Biografia

Não há muita informação sobre sua origem e nascimento, a bíblia nos revela apenas que ele era  de Tesbe, de Gileade, situada a Leste do Jordão, uma área de poucos moradores.

O nome Elías significa Jeová é Deus, ou Jeová é meu Deus (cf. 2 Reis 18).

Elías – (Strong H0452 ???? ’Eliyah ou forma alongada ????? ’Eliyahuw Elias = “meu Deus é Javé” ou “Yah(u) é Deus”).

Jezabel –  (Strong H0348 ????? ’Iyzebel – Jezabel = “Baal exalta”

Note-se que os dois protagonistas da luta, Elías e Jezabel, levam em seus próprios nomes o de seus deuses). Em ambos os casos, o nome coincide com a missão do personagem.

Não se sabe ao certo se Elias seria um profeta já largamente conhecido, sabemos que ganhou notoriedade após profetizar sobre a seca , tanto que Acabe não teria prestado grande atenção à sua profecia até verificar que esta começava a cumprir-se.

O exercício profético de Elias, começa entre os anos 874 e 852 a . C.

O grande profeta exerceu seu ministério no Reino do Norte, durante os reinados de Acabe e Acazias.

Os capítulos relativos a Elias são1 Rs 17 – 19; 21 e 2Rs 1.1 – 17 e Malaquias 4:5 , mas também destacamos textos do NT que fazem menção ao profeta, tais como:

Jesus cita Elias –  Em verdade vos digo que muitas viúvas existiam em Israel nos dias de Elias, quando o céu se cerrou por três anos e seis meses, de sorte que em toda a terra houve grande fome;  Mt 4:25

Na transfiguração – E eis que apareceram Moisés e Elias com Jesus’. Em Mt 17.3

Sobre João Batista – E irá adiante do Senhor, no espírito e poder de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos, converter os desobedientes á prudência dos justos e habitar para o Senhor um povo preparado’. Em Lc 1.17

Elias era um homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou, com instancia, para que não chovesse e, por tres anos e seis meses, não choveu’.Tg. 5.17

Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?  Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos a Baal. Rm. 11. 2-3

Israel no tempo de Elias

Reino Dividido

“A divisão do reino do norte foi uma das maiores tragédias da história de Israel. Um reino poderoso se transformou em dois estados fracos e mutuamente hostis” (Paul Hoff).

O capítulo 11 do livro de 1ª Reis demonstra como a ruína de Israel teve suas origens na decadência moral e espiritual do grande rei Salomão, filho de Davi, que viu o seu reino ser enfraquecido pela sua idolatria e pelos inimigos externos e internos que ele mesmo produziu.

Além destes, há ainda outros fatores que precipitaram a divisão e a conseqüente ruína de Israel. Vejamos alguns desses fatores:

O favoritismo de Jacó por Efraim. Judá era a maior tribo de Israel, e havia chegado à dianteira com a peregrinação no deserto. Efraim era uma tribo poderosa e que invejava a supremacia de Judá. Jacó contribuiu, semeando a divisão em Israel, quando deixou claro seu favoritismo por Efraim, ao oferecer a ele o direito de primogenitura (Gn 48.14-21);

A constante rivalidade entre Judá e Efraim. A divergência entre as dez tribos do norte e Judá tornou-se evidente em diversos momentos da história de Israel:

a)      Depois da morte de Saul, da tribo de Benjamim (uma pequena tribo neutra, localizada entre as poderosas tribos de Judá e Efraim), Judá sozinha coroou Davi como rei (2Sm 2.4);

b)      A primeira divisão histórica, entre Judá e as tribos do norte, se deu após a ascensão de Davi ao trono de Judá, ocasião em que as demais tribos proclamaram um outro rei para si (2Sm 2.8-11);

c)       Depois da morte de Absalão, o filho rebelde de Davi, mais uma vez as tribos do norte rejeitaram o trono de Davi, liderados por um homem chamado Seba, da tribo de Benjamim (2Sm 20.1,2);

Fatores geográficos. A geografia também exerceu um papel importante no desenvolvimento da independência de Judá. Esta tribo não se comunicava com as tribos do norte, por causa da largura e profundidade do vale de Soreque, na região central de Israel. Judá estava praticamente isolada, pois estava cercada por todos os lados: a oeste estavam os inimigos filisteus; ao sul, o perigoso deserto do Neguebe e as populações nômades; e ao leste, havia o Mar Morto.

A política esbanjadora de Salomão foi outro fator que contribuiu para aprofundar a divisão entre Judá e as tribos do norte, foi a pesada carga de impostos, instituída por Salomão (4.7,22,23,27,28) e as repetidas buscas de trabalhadores para que se realizassem trabalhos forçados nos projetos de construção do rei (5.13,14; 9.15,22,23; 11.28). Aparentemente, Salomão isentou sua própria tribo do trabalho;

A política insensata de Roboão. A intransigência de Roboão, filho de Salomão, diante das dez tribos do norte, precipitou a já inevitável ruptura do reino. Em vez de atender à solicitação dos anciãos das tribos do norte, para que fossem aliviadas as exigências de trabalho forçado e impostos, Roboão decidiu ouvir os conselhos dos jovens nobres que haviam crescido com ele, e decidiu tratar os israelitas com mais austeridade ainda (12.1-24).

Conseqüências da divisão

A declaração de independência das tribos do norte foi provocada pela ameaça que Roboão fez de tornar ainda mais pesado o jugo que Salomão havia imposto aos israelitas (12.14). Quando Roboão se apercebeu do erro que cometera, enviou Adonirão para restabelecer relações com os anciãos das dez tribos. Contudo, já era tarde demais, e os israelitas o apedrejaram até a morte (12.18,19). Com isso, a separação entre Judá e as dez tribos do norte se tornou definitiva e irreversível (v. 16).

Após a divisão, Reino do Norte, tendo como cidade principal Samaria, formado por 10 das 12 tribos; e forma-se ao sul o reino de Judá, tendo Jerusalém como centro político e religioso, formado pelas tribos de Judá e Simeão.

A partir da divisão, os dois reinos se tornaram cada vez mais fracos, afastaram-se da Lei de Moisés e caminharam rumo à inevitável queda. Vejamos alguns eventos que se seguiram à ruptura do reino:

1. Ascensão de Jeroboão ao trono de Israel. Deus já havia informado a Jeroboão que este seria rei sobre as dez tribos de Israel (11.31), e que apenas Judá permaneceria nas mãos da dinastia de Davi, em razão da aliança que Deus firmara com ele. No entanto, ao entregar as dez tribos do norte a Jeroboão, o Senhor exigiu total obediência à sua Lei (11.34-38).

Mas Jeroboão criou um reino que se tornou modelo de iniqüidade para sempre, com o qual todos os futuros reis malignos de Israel foram comparados (1Re 13.34; 15.30; 16,2,3,19; etc.).

O espírito de rebelião tornou-se a principal marca do Reino do Norte que, ao longo de 209 anos, teve ao todo dezenove reis de dez dinastias diferentes.

2. Divisão religiosa. Apesar de saber que a divisão do reino representava o juízo divino contra as práticas idólatras promovidas por Salomão, Jeroboão seguiu pelo mesmo caminho.

Temendo a peregrinação anual dos israelitas até Jerusalém, durante as festas do Templo, Jeroboão construiu verdadeiras barreiras religiosas, transformando Betel e Dã em centros idolátricos (12.25-30).

Além disso, Jeroboão também instituiu um novo sacerdócio, empregando homens que não eram da tribo de Levi, e introduziu mudanças nas festas e nas leis religiosas. Seu exemplo de idolatria e de desobediência foi seguido fielmente por todos os próximos reis de Israel (12.31-33).

3. A fragilidade do reino dividido. A divisão de Israel em dois reinos é a tragédia que mais produziu conseqüências em toda a história da nação. Aquele que antes era um reino poderoso e próspero, se transformou em dois estados fracos e mutuamente hostis. Eles travaram guerras constantes entre si, que os debilitaram cada vez mais, a ponto de nenhum dos dois reinos conseguir resistir às poderosas nações que surgiram no Oriente Médio nesse período.

O Reino do Norte (Israel) durou cerca de 209 anos, desde 931 até 722 a.C.; caindo sob o domínio da Assíria, para onde os israelitas foram arrastados cativos;

O Reino do Sul (Judá) resistiu um pouco mais (345 anos), vindo finalmente a cair em 586 a.C., diante da superpotência, Babilônia, que cercou Jerusalém, saqueou o Templo destruiu a Cidade Santa e levou os judeus para o cativeiro, por cerca de setenta anos.

Um casal distante de Deus

Fez Acabe, filho de Onri, o que era mau perante o Senhor, mais do que todos os que foram antes dele. Esta é a sóbria avaliação do historiador sobre a infame carreira de Acabe.

Tomou por mulher a Jezabel, filha de Etbaal, rei dos sidônios. Este casamento foi sem dúvida principalmente uma manobra política, baseada no antigo tratado de paz entre Israel e Sidom sob o reinado de Salomão. E Acabe talvez pensasse que estava parcialmente justificado nessa união. Entretanto, a cruel e licenciosa adoração de Baal, de tal maneira tinha permeado Tiro e Sidom que sua infiltração em Israel através de Jezabel foi inevitável. O termo Baal, a palavra hebraica para “senhor” e “mestre”, era empregada de maneira mais ou menos indiscriminada para com diversos deuses nacionais. O Baal de Tiro, contudo, era Melcarte, o principal deus dos tiros. Jezabel fazia o papel de principal sacerdotisa do Baal de Tiro. Melcarte era o tipo de deus que exigia o sacrifício de inocentes criancinhas queimadas sobre o seu altar. Um dos motivos latentes porque Baal era adorado, era a crença de que ele era o senhor da terra. Para induzi-lo a enviar chuva à terra, realizavam-se os cultos à fertilidade e ofereciam-se sacrifícios. Talvez Jezabel, que nascera e fora criada como princesa pagã, pudesse ser desculpada por seguir tal religião. Mas não havia nenhuma justificação para Acabe permitir que sua esposa introduzisse essa hedionda religião na vida de Israel. No livro de Apocalipse, o nome do Jezabel se aplica figuradamente a uma falsa profetisa, que enganava aos cristãos com seus ensinos (veja-se Ap 2.20 N.; 2.21 N.).

A má influência de Jezabel prosseguiu

A influência negativa de Jezabel e Acabe não foi limitada apenas ao reino do Norte, Israel, mas chegou ao reino do Sul, através de casamentos.

O texto bíblico mostra que a idolatria permeou o reino de Judá, por dois descendentes de Jezabel, enquanto esta ainda vivia. Assim, falando sobre Jeorão, filho do fiel rei Josafá, é dito que ele “andou nos caminhos dos reis de Israel, como também fizeram os da casa de Acabe, porque a filha deste (Atalia), era sua mulher; e fez o que era mau perante o Senhor” (2Rs 8:18 )

O filho de Jeorão, Acazias, que reinou em Jerusalém “reinou apenas um ano, e durante esse tempo, influenciado por sua mãe, Atalia, ‘sua conselheira, para obrar impiamente”, “andou nos caminhos da casa de Acabe”, ‘e fez o que era mau aos olhos do Senhor” (2Cr 22:3 e 4). Jezabel, sua avó, vivia ainda, e ele se aliou ousadamente com Jorão de Israel, seu tio”

Atalia, filha de Jezabel quando soube que seu filho, Acazias, havia sido morto, “levantou-se, e destruiu toda a descendência real“. Nesse massacre todos os descendentes de Davi que eram elegíveis ao trono foram destruídos, salvo um, uma criança de nome Joás, a quem a esposa de Joiada, o sumo sacerdote, escondeu nas recâmaras do templo. Durante seis anos a criança permaneceu ali escondida, enquanto “Atalia reinava sobre a terra” (2Rs 10:11, 19, 28) Somente quando Atalia foi executada foi que a terra viu-se livre da influência nefasta da cruel Jezabel e de seus descendentes, e o povo de Deus voltou-se para Ele.

“O terrível mal que se produzira através de sua aliança (de Acabe) com Jezabel continuou até que o último de seus descendentes foi destruído. Mesmo na terra de Judá, onde a adoração ao Deus verdadeiro jamais havia sido posta de lado, Atalia foi bem-sucedida em seduzir a muitos. Imediatamente após a execução da impenitente rainha, ‘todo o povo da terra entrou na casa de Baal, e a derribaram, como também os seus altares, e as suas imagens totalmente quebraram, e a Matã, sacerdote de Baal, mataram perante os altares’” (2Rs 11:18).


Até a terceira e quarta gerações


Da história do casamento de Acabe e Jezabel, vemos que até a terceira geração foi afetada não só pelos pecados por eles cometidos, mas por suas falhas de caráter. E é exatamente por isso que o Senhor nos adverte: “O Senhor é longânimo e grande em misericórdia, que perdoa a iniqüidade e a transgressão, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta gerações” (Nm 14:18).

Levantou um altar a Baal, . . . em Samaria. Somaria, a capital do Reino do Norte, tornou-se agora um dos centros da adoração a Baal.

Também Acabe fez um poste-ídolo (E.R.C., um bosque). De acordo com G. Ernest Wright, Jezabel talvez imaginasse que o poste-ídolo representasse não simplesmente um culto prestado a Baal, mas à esposa deste.

Em seus dias Hiel, o betelita, edificou a Jericó. A antiga cidade de Jericó, arruinada pelos israelitas no tempo de Josué, foi agora reconstruída, com o cumprimento da maldição contra ela pronunciada por Josué (Js. 6:26). Uma opinião mais antiga é que Hiel na realidade ofereceu seus dois filhos como “sacrifícios” pelos alicerces. De acordo com um ponto de vista mais atual, as vidas dos rapazes foram cortadas como visitação divina sobre Hiel, por causa de sua desobediência em restaurar a cidade que Deus amaldiçoara.

 

As Características de Elias

O compromisso leal do Elías com Deus nos impressiona e nos apresenta uma provocação. Foi enviado para confrontar, não consolar, e falou as palavras de Deus a um rei que freqüentemente rechaçou sua mensagem só porque era Elías o que o trazia. O profeta escolheu seguir adiante sozinho com seu ministério para Deus e pagou por esta decisão experimentando o isolamento de outros que também eram fiéis a Deus.

É interessante pensar nos surpreendentes milagres que Deus levou a cabo por meio do Elías, somente Elias e Eliseu foram profetas de grande poder, os demais seguiam o padrão mais literário.

Interessante , depois de que Deus levou a cabo um milagre grandioso por meio do Elías, ao derrotar aos profetas do Baal,  Jezabel ameaçou a vida do Elías, e Elías fugiu. Sentiu medo, abandono e se deprimiu. Apesar da provisão de comida e casaco no deserto, Elías desejava morrer. Assim Deus lhe apresentou em uma “demonstração áudio-visual” e com a mensagem que ele precisava escutar. Elías presenciou uma tormenta de vento, um terremoto e fogo. Mas o Senhor não estava em nenhuma dessas manifestações poderosas. Pelo contrário, Deus mostrou sua presença em um suave sussurro.

Elías, como nós, lutou com seus sentimentos até depois desta mensagem de consolo de parte de Deus. Assim Deus confrontou as emoções do Elías e o mandou a atuar. Disse-lhe o que agora tinha que fazer e lhe informou que parte de sua solidão estava apoiada na ignorância: ainda havia no Israel sete mil pessoas que seguiam sendo fiéis a Deus.

Ainda na atualidade, Deus freqüentemente nos fala por meio da quietude e do óbvio, e não pelo espetacular e incomum. Deus tem trabalho para nós mesmo que sintamos medo ou temor a fracassar. Deus sempre tem mais recursos e pessoas das que nós conhecemos. Embora podemos desejar fazer grandes milagres para Deus, em troca devemos nos concentrar em ter uma relação pessoal com Ele. O milagre real da vida do Elías foi sua verdadeira relação pessoal com Deus. Esse milagre segue estando a nosso alcance.

Pontos fortes:

—            Foi o profeta do Israel mais famoso e dramático
—            Predisse o começo e o final de uma seca de três anos
—            Foi usado Por Deus para ressuscitar a um menino
—            Representou a Deus em uma prova de forças com os sacerdotes do Baal e Asera
—            Apareceu com o Moisés e Jesus na cena da transfiguración no Novo Testamento
—            Cheio do Espírito Santo e ousado  e bom notar que no antigo testamento o Espírito de Deus era dado por medida, por isso Eliseu pediu porção dobrada do Espírito de Elias, hoje não o Espírito Santo e dado sem limite, como revestimento de poder para proclamação do Evangelho (At 4:31 E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo, e anunciavam com ousadia a palavra de Deus.)

Debilidades e enganos :

—            Decidiu trabalhar sozinho e pagou por isso com o isolamento e a solidão

—            Fugiu com pavor do Jezabel quando ameaçou sua vida

Lições de sua vida :

—            Nunca estamos tão perto do fracasso como em nossos momentos de maior vitória

—            Nunca estamos tão sozinhos como parece que nos sentimos. Deus sempre está conosco

—            Deus fala com maior freqüência em sussurros persistentes, que a gritos

—            Deus supre todas as nossas necessidades tanto materiais quanto da alma;