Watchman Nee

Qualquer pessoa que serve a Deus descobrirá, mais cedo ou mais tarde, que o grande impedimento para a sua obra não são outras pessoas mas, sim, ela mesma. Descobrirá que seu homem exterior e seu homem interior não estão em harmonia, pois os dois tendem para direções opostas. Sentirá, também, a incapacidade do seu homem exterior submeter-se ao controle do espírito, tornando-o, assim, incapaz de obedecer aos mandamentos mais sublimes de Deus. Perceberá rapidamente que a maior dificuldade acha-se no seu homem exterior, pois este o impede de fazer uso do seu espírito.

Muitos dos servos de Deus nem sequer conseguem fazer as obras mais elementares. Normalmente, devem ser capacitados pelo exercício do seu espírito a conhecer a palavra de Deus, a discernir a condição espiritual doutra pessoa, entregar as mensagens de Deus com unção e receber as revelações de Deus. Mesmo assim, devido às distrações do homem exterior, parece que seu espírito não funciona apropriadamente. É basicamente porque seu homem exterior nunca foi tratado. Por esta razão, o reavivamento, o zelo, o implorar e as atividades não passam de um desperdício de tempo. Conforme veremos, há apenas um só tratamento que pode capacitar o homem a ser útil diante de Deus: o quebrantamento.

 

O Homem Interior e o Homem Exterior

 

Note como a Bíblia divide o homem em duas partes: “Porque, no tocante ao homem interior, tenho prazer na lei de Deus” (Rm 7: 22). Nosso homem interior deleita-se na Lei de Deus. “. . . que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior” (Ef 3:16). E Paulo também nos informa: “Mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2 Co 4:16).

Quando Deus vem habitar em nós mediante o Seu Espirito, a Sua vida e o Seu poder, entra em nosso espírito, que estamos chamando de “homem interior.” Fora deste homem interior há a alma, na qual funcionam nossos pensamentos, nossas emoções e nossa vontade. O homem periférico é nosso corpo físico. Assim, falaremos do homem interior como sendo o espírito, do homem exterior como sendo a alma, e do homem periférico como sendo o corpo. Nunca devemos nos esquecer de que nosso homem interior é o espírito humano onde Deus habita, onde Seu Espírito Se combina com nosso espírito. Assim como nós vestimos roupas, assim também nosso homem interior “veste” um homem exterior: o espírito “veste” a alma. E, de modo semelhante, o espírito e a alma “vestem” o corpo. Está bem evidente que os homens geralmente estão mais conscientes do homem exterior e do periférico, e dificilmente reconhecem ou entendem seu espírito, de modo algum.

Devemos saber que aquele que pode trabalhar para Deus, é aquele cujo homem interior pode ser liberado. A dificuldade básica de um servo de Deus acha-se no fracasso do homem interior de irromper pelo homem exterior. Logo, devemos reconhecer diante de Deus que a primeira dificuldade que enfrentamos na obra não está nos outros mas, sim, em nós mesmos. Nosso espírito parece estar embrulhado num invólucro de modo que não pode facilmente irromper de lá. Se nunca aprendemos como liberar nosso homem interior por meio de irromper pelo homem exterior, não temos capacidade de servir. Nada pode estorvar-nos tanto quanto este homem exterior. Se nossas obras são frutíferas ou não, depende de se nosso homem exterior foi quebrantado pelo Senhor de modo que o homem interior possa passar pelo quebrantamento e se manifestar. Este é o problema básico. O Senhor deseja quebrar nosso homem exterior a fim de que o homem interior possa ter uma via de saída. Quando o homem interior for liberado, tanto os descrentes quanto os cristãos serão abençoados.

 

A Natureza Tem Sua Maneira de Quebrar

 

O Senhor Jesus conta-nos em João 12: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto.” A vida está no grão de trigo, mas há uma casca, uma casca muito dura, no lado de fora. Enquanto aquela casca não for rachada e aberta, o trigo não pode brotar nem crescer. “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer . . .” Que morte é essa? É o arrombar da casca mediante a cooperação da temperatura e da umidade no solo. Uma vez que a casca é fendida e aberta, o trigo começa a crescer. Então, a questão aqui não é se há vida dentro, mas, sim, se a casca externa foi rachada.

A Escritura continua, dizendo: “Quem ama a sua vida (Grego, alma) perde-a; mas aquele que odeia a sua vida (Grego, alma) neste mundo, preservá-la-á para a vida eterna” (v. 25). O Senhor nos mostra aqui que a casca externa é nossa própria vida (a vida da nossa alma), ao passo que a vida interior é a vida eterna que Ele nos deu. Para permitir que a vida interior se manifeste, é imperativo que a vida exterior seja substituída. Se o exterior permanecer intato, o interior nunca poderá aparecer.

É necessário (neste escrito) que dirijamos estas palavras para aquele grupo de pessoas que possuem a vida do Senhor. Entre aqueles que possuem a vida do Senhor podem ser achadas duas condições distintas: uma inclui aqueles em que a vida é confinada, restringida, aprisionada e incapaz de se manifestar; a outra inclui aqueles em que o Senhor forjou um caminho, e a vida deles, portanto, é liberada.

A pergunta, pois, não é como obter a vida, mas, sim, como permitir que esta vida apareça. Quando dizemos que temos necessidade de que o Senhor nos quebrante, não é meramente um modo de falar, nem é apenas uma doutrina. É vital que sejamos quebrantados pelo Senhor. Não é que a vida do Senhor não possa cobrir a terra, mas, sim, que Sua vida está sendo aprisionada por nós. Não é que o Senhor não possa abençoar a igreja, mas, sim, que a vida do Senhor está tão confinada dentro de nós que não se manifesta. Se o homem exterior permanecer intato, nunca poderemos ser uma bênção para a Sua igreja, e não podemos esperar que a palavra de Deus seja abençoada através de nós!

 

O Vaso de Alabastro Deve Ser Quebrado

 

A Bíblia conta acerca do nardo puro. Deus, deliberadamente usou este termo “puro” na Sua palavra para mostrar que é verdadeiramente espiritual. Mas se o vaso de alabastro não for quebrado, o nardo puro não fluirá. Por estranho que pareça, muitos ainda estão valorizando demasiadamente o vaso de alabastro, pensando que seu valor excede o do unguento. Muitos pensam que seu homem exterior é mais precioso do que seu homem interior. Este fica sendo o problema na igreja. Uma pessoa tem em grande estima sua habilidade, pensando que é bem importante; outra valoriza suas próprias emoções, e se estima como pessoa importante; outras têm alta consideração por si mesmas, e sentem que são melhores do que as demais, que sua eloquência ultrapassa a das demais, que sua rapidez de ação e exatidão de julgamento são superiores, e assim por diante. Nós, porém, não somos colecionadores de antiguidades; somos aqueles que desejamos cheirar somente a fragrância do unguento. Sem quebrar o exterior, o interior não surgirá. Deste modo, individualmente não temos qualquer fluir, como também a igreja não tem um caminho vivo. Por que, pois, devemos considerar-nos tão preciosos, se nosso interior retém a fragrância, ao invés de liberá-la?

O Espírito Santo não cessou de operar. Um evento após outro, uma coisa após outra, vem a nós. Cada operação disciplinar tem um só propósito: quebrar nosso homem exterior a fim de que nosso homem interior possa se manifestar. Aqui, porém, está nossa dificuldade: ficamos impacientes por causa de ninharias, murmuramos diante de perdas de pequena monta. O Senhor está preparando um modo de usar-nos, mas, mal Sua mão nos tocou, sentimo-nos infelizes, até ao ponto de contendermos com Deus e de nos tornarmos negativos em nossas atitudes. Desde que fomos salvos, fomos tocados várias vezes e de várias maneiras pelo Senhor, e tudo com o propósito de quebrar nosso homem exterior. Quer tenhamos consciência disto, quer não, o alvo do Senhor é quebrar este homem exterior.

Desta maneira, o Tesouro está no vaso de barro, mas se o vaso de barro não for quebrado, quem poderá ver o Tesouro que está dentro? Qual é o objetivo final da operação do Senhor em nossas vidas? É quebrar este vaso de barro, é quebrar nosso vaso de alabastro, é arrombar nossa casca. O Senhor anseia por achar um meio de abençoar o mundo através daqueles que pertencem a Ele. O quebrantamento é o caminho da benção, o caminho da fragrância, o caminho da frutificação, mas também é um caminho salpicado de sangue. Sim, há sangue de muitas feridas. Quando nos oferecemos ao Senhor para fazer a Sua obra não podemos nos dar ao luxo da morosidade de nos pouparmos. Devemos deixar que o Senhor rache totalmente nosso homem exterior, de modo que Ele possa achar um caminho para Suas operações.

Cada um de nós deve descobrir para si mesmo qual é a mente do Senhor para sua vida. É um fato muitíssimo lamentável, que muitos não sabem qual é a mente ou intenção do Senhor para suas vidas. Quanto mais precisam de que Ele abra os seus olhos, para ver que tudo quanto entra nas suas vidas pode ler significado. Entender o propósito do Senhor é ver muito claramente que Ele visa um único objetivo: o quebrantamento do homem exterior.

Muitas pessoas, no entanto, antes mesmo que o Senhor erga Sua mão, já estão aflitas. Oh! devemos reconhecer que todas as experiências, problemas e provações que o Senhor nos envia são para nosso bem supremo. Não podemos esperar que o Senhor nos dê coisas melhores, pois estas são as melhores. Se alguém se aproximasse do Senhor, e orasse, dizendo: “Ó Senhor, por favor, deixa-me escolher o melhor,” creio que Ele lhe diria: “Aquilo que Eu te dei é o melhor; tuas provações diárias são para teu máximo proveito.” Assim, o motivo por detrás de toda a providência de Deus é quebrantar nosso homem exterior. Uma vez que isto ocorre e o espírito pode fluir, então, começamos a exercitá-lo.

 

A Cronologia em Nosso Quebrantamento

 

O Senhor emprega dois meios diferentes para quebrar nosso homem exterior; um é paulatino, o outro é repentino. Para alguns, o Senhor dá um quebrantamento súbito seguido por um paulatino. Com outros, o Senhor dispõe para que tenham provações diárias constantes, até que, um dia, leva a efeito um quebrantamento em grande escala. Se não for o repentino primeiro, e depois o paulatino, então, é o paulatino seguido pelo repentino. Parece que o Senhor normalmente trabalha conosco durante vários anos antes de poder realizar esta obra de quebrantamento.

A cronologia está na mão dEle. Não podemos encurtar o tempo, embora certamente o possamos prolongar. Em algumas vidas, o Senhor pode realizar esta obra depois de uns poucos anos de trato; noutras, é evidente que depois de dez ou vinte anos a obra ainda está incompleta. Isto é muito sério! Nada é mais lastimável do que desperdiçar o tempo de Deus. Quão frequentemente a igreja é atrapalhada! Podemos pregar com o uso da nossa mente, podemos comover os outros com o uso das nossas emoções; mas se não sabemos usar nosso espírito, o Espírito de Deus não poderá tocar as pessoas através de nós. A perda será grande, se prolongarmos desnecessariamente o tempo.

Logo, se nunca antes nos consagramos de modo total e inteligente ao Senhor, façamo-lo agora, dizendo: “Senhor, para o futuro da igreja, para o futuro do evangelho, para o Teu caminho, e também para minha própria vida, ofereço-me sem condições, sem reservas, nas Tuas mãos. Senhor, deleito-me em oferecer-me a Ti e estou disposto a deixar-Te fazer toda a Tua vontade através de mim.”

 

O Significado da Cruz

 

Ouvimos falar frequentemente acerca da cruz. Talvez estejamos por demais familiarizado com o termo. Mas o que é a cruz, afinal das contas? Quando realmente compreendermos a cruz, veremos que significa o quebrantamento do homem exterior. A cruz reduz o homem exterior à morte; racha a casca humana e a abre. A cruz deve quebrar tudo quanto pertence ao nosso homem exterior — nossas opiniões, nossos modos, nossa habilidade, nosso amor-próprio, nosso tudo. O caminho está claro, claro mesmo como o cristal.

Tão logo que nosso homem exterior é destruído, nosso espírito pode sair facilmente para fora. Considere certo irmão, como exemplo. Todos quantos o conhecem reconhecem que tem uma mente aguçada, uma vontade dinâmica, e profundas emoções. Mas, ao invés de ficarem impressionados por estas características naturais da sua alma, reconhecem que se encontraram com seu espírito. Sempre que as pessoas estão tendo comunhão com ele, encontram um espírito, um espírito limpo. Por que? Porque tudo quanto é da sua alma foi destruído.

Tomemos como outro exemplo certa irmã. Todos aqueles que a conhecem reconhecem que ela tem uma disposição pronta — rápida para pensar, rápida para falar, rápida para confessar, rápida para escrever cartas, e rápida para rasgar o que escreveu. Apesar disto, os que se encontram com ela não se encontram com sua rapidez, mas sim, com seu espírito. Ela é uma pessoa que foi totalmente destruída e que se tornou transparente.

Esta destruição do homem exterior é uma questão fundamental. Não devemos apegar-nos às fracas características da nossa alma, ainda emitindo a mesma fragrância, mesmo depois de o Senhor lidar conosco durante cinco ou dez anos. Não: devemos deixar o Senhor forjar um caminho em nossas vidas.

 

Duas Razões para Não Ser Quebrantado

 

Por que é que, depois de muitos anos de trato, algumas pessoas permanecem inalteradas? Alguns indivíduos têm uma vontade forte; alguns têm emoções fortes; e outros têm uma mente forte. Visto que o Senhor pode quebrantá-los, por que depois de muitos anos, alguns ficam sem transformação? Cremos que há duas razões principais.

A primeira é que muitos que vivem nas trevas não estão vendo a mão de Deus. Enquanto Deus está operando, enquanto Deus está destruindo, não reconhecem que é da parte dEle. Estão destituídos de luz, e, somente veem homens que se opõem a eles. Imaginam que se o meio-ambiente é realmente difícil demais, que as circunstâncias são as culpadas. Assim, continuam nas trevas e no desespero.

Que Deus nos dê uma revelação para ver o que é da mão dEle, a fim de que nos ajoelhemos e Lhe digamos: “És Tu; visto que és Tu, eu aceitarei.” Pelo menos, devemos reconhecer de Quem é a mão que trata conosco. Não é mão humana, nem a mão da nossa família, nem a dos irmãos e irmãs na igreja, mas, sim, a de Deus. Precisamos aprender como nos ajoelhar e beijar a mão, amar a mão que lida conosco, assim como fazia Madame Guyon. Precisamos ter esta luz para ver, seja o que o Senhor fez, aceitamos e cremos; o Senhor nada pode fazer de errado.

A segunda razão, outro grande impedimento à obra de quebrar o homem exterior é o amor-próprio. Devemos pedir que Deus remova o coração do amor-próprio. À medida em que Ele lida conosco em reposta à nossa oração, devemos adorar e dizer: “Ó Senhor, se isto for da Tua mão, que eu o aceite do meu coração.” Lembremo-nos de que a única razão para todo mal entendido, toda a irritação, todo o descontentamento, é que secretamente amamos a nós mesmos. Assim, planejamos um modo mediante o qual podemos livrar a nós mesmos. Muitas vezes, os problemas surgem porque procuramos uma via de escape — uma fuga da operação da cruz.

Aquele que subiu à cruz e que se recusa a beber o vinho com fel é aquele que conhece o Senhor. Muitos sobem à cruz com certa relutância, ainda pensando em beber o vinho com fel para aliviar suas dores. Todos aqueles que dizem: “Não beberei, porventura, o cálice que o Pai me deu?” não beberá do cálice do vinho com fel. Somente podem beber um cálice, não dois. Estas pessoas não têm qualquer amor-próprio. O amor-próprio é uma dificuldade básica. Que o Senhor nos fale hoje de tal maneira que possamos orar: “Ó meu Deus, vi que todas as coisas vêm de Ti. Todos os meus caminhos estes cinco anos, dez anos, ou vinte anos, são de Ti. Operastes de tal maneira que atingistes Teu propósito, que não é outro senão que Tua vida seja vivida através de mim. Mas eu fui tolo. Não vi. Fiz muitas coisas para escapar, e assim adiei o Teu tempo. Hoje, vejo Tua mão. Estou disposto a me oferecer a Ti. Mais uma vez coloco-me nas Tuas mãos.”

 

Espere que Verá Feridas

 

Ninguém é mais belo do que alguém que está quebrantado! A teimosia e o amor-próprio cedem lugar à beleza na pessoa que foi quebrantada por Deus. Vemos Jacó no Antigo Testamento, como mesmo no ventre da sua mãe, lutava com seu irmão. Era sutil, enganoso, traiçoeiro. Por isso, sua vida estava cheia de tristezas e mágoas. Ainda jovem, fugiu do seu lar. Durante vinte anos foi logrado por Labão. A esposa do amor de seu coração, Raquel, morreu prematuramente. O filho do seu amor, José, foi vendido. Anos mais tarde, Benjamin foi preso no Egito. Deus tratou com ele sucessivamente, e Jacó encontrou infortúnio após infortúnio. Deus o feriu uma vez, duas vezes; na realidade, sua história inteira pode ser descrita como sendo uma história de ser ferido por Deus. Finalmente, depois de muitos tratamentos deste tipo, o homem Jacó foi transformado. Durante seus últimos poucos anos, era bem transparente. Quão nobre era sua resposta a Faraó! Quão belo foi seu fim, quando adorou a Deus, apoiado no seu bordão! Quão claras eram suas bênçãos pronunciadas sobre seus descendentes! Depois de ler a última página da sua história, queremos curvar a cabeça e adorar a Deus. Aqui temos alguém que está amadurecido, que conhece a Deus. Várias décadas de tratos tiveram como resultado que o homem exterior de Jacó foi quebrantado. Na sua velhice, o quadro é belo.

Cada um de nós tem boa parte da mesma natureza de Jacó em nós. Nossa única esperança é que o Senhor marque um caminho para fora, quebrando o homem exterior de tal maneira que o homem interior possa surgir e ser visto. Isto é precioso, e é o caminho daqueles que servem ao Senhor. Somente assim podemos servir; somente assim podemos levar os homens ao Senhor. Tudo o mais está limitado quanto ao seu valor. A doutrina não tem muita utilidade, nem a teologia. Qual é a utilidade do mero conhecimento teórico da Bíblia se o homem exterior permanecer sem ser quebrantado? Somente a pessoa através de quem Deus pode aparecer, é útil.

Depois de nosso homem exterior ter sido ferido, tratado, e levado por várias provas, temos feridas em nós, e assim deixamos o espírito emergir- Temos receio de encontrar alguns irmãos e irmãs cujo ser total permanece intato, nunca tendo sido tratado e transformado. Que Deus tenha misericórdia de nós, mostrando-nos claramente este caminho, e revelando-nos que é o único caminho. Que Ele também nos mostre que nisto é visto o propósito de todos os Seus tratos durante estes poucos anos, sejam dez ou vinte. Que ninguém menospreze os tratos do Senhor. Que Ele nos revele verdadeiramente o que significa o quebrantamento do homem exterior. Se o homem exterior permanecesse integral, tudo estaria meramente em nossa mente, totalmente inútil. Tenhamos esperança de que o Senhor venha a tratar de nós de modo completo.