Lição 7 – Autoridade da Santificação

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Santidade

Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; Hebreus 12:14

Introdução

A concepção que as pessoas, tem da expressão santo nos nossos dias e muito diferente do que a Bíblia ensina, a maioria das pessoas acha que ser santo é uma pessoa que não comete pecados e que possa realizar milagres, mesmo depois de morta.

Já a Bíblia apresenta a expressão Santo, que no original Hebraico é qadosh que significa  separado, santidade, sacralidade, posto à parte, já no grego e usado o termo hagios separado por (ou para) Deus, santo e sagrado.

Portando Santos ou santas são pessoas separadas, para Deus que compõe a Igreja.

Santificação

I. Idéias Gerais

O termo grego aqui empregado é agiasmos, que significa “consagração”, “separação”, “santificação”. Refere-se ao processo que leva o crente a tomar-se uma pessoa dedicada, santa, baseada em um início implantado quando da conversão, reconhecido diante de Deus, mas também concretizado nele, através de sua transformação moral. O alvo final é a perfeita concretização dessa santidade no indivíduo, de modo que a própria santidade de Deus Pai seja plenamente absorvida (ver Mal. 5:48 e Rom. 3:21). Somente essa forma de santidade é aceitável por Deus; todos os seres que habitam nos lugares celestiais e, portanto, todos os seres que estão próximos de Deus, devem ser santos como Deus é santo.

A conversão e a justificação são as sementes da santificação. Pode-se perceber que a justificação, conforme os termos paulinos, realmente inclui aquele processo que se chama santificação, ainda que os reformadores protestantes, sobretudo Lutero, tenham feito clara distinção entre uma e outra doutrina, provavelmente no zelo de procurar preservar a justificação isenta de qualquer pensamento de esforço humano. Todavia, essa distinção não é paulina, pois a justificação é para a vida, e nela há comunicação de vida santa, e não apenas um “decreto forense” de Deus, que declara que o crente está “posicionalmente” perfeito em Cristo. E verdade que essa declaração forense está envolvida, mas há mais ainda envolvido. Consiste em realmente aperfeiçoar o crente, mediante a influência do Espírito Santo; isso pode ser chamado de santificação “progressiva” ou “presente”. A linha divisória entre a justificação e a santificação é muito tênue, se é que realmente existe.

A justificação, em seu sentido pleno, toma-se real e vital na santificação, que é a operação do Espírito Santo que toma o indivíduo dedicado e santo, e que assim, finalmente, vem a tomar-se o mais santo possível.

A “santificação” tem um aspecto passado, obtido quando da conversão; há também a santidade presente (ver GáI. 5:22,23), que vai sendo paulatinamente implantada pela ação e poder do Espírito; e há também um aspecto futuro da santificação, quando todo o resquício de pecado será tirado, quando o indivíduo se tomar finalmente participante das qualidades morais positivas de Deus, e não meramente livre da presença do pecado. E isso significa que o homem tomar-se-á tão santo como Deus, perfeito na bondade, na justiça e no amor, e esse é o alvo na direção do qual estamos sendo levados pela santificação.

Ora, é a transformação de nossa natureza moral que produz uma transformação correspondente da natureza metafísica, a qual nos tornará participantes da própria natureza e divindade de Cristo (ver Rom. 8:29; 11 Cor. 3: 18 e 11 Ped. I :4), a saber, da “total plenitude de Deus” (ver Efé. 3: 19). Esse é o alvo culminante da santificação.

Elementos da Santificação

1. Separação do crente para Deus e para o seu serviço (ver Sal. 4:3).

2. É uma realização divina (ver Eze. 37:28; I Tes. 2:23 e Jud. I), por meio de Cristo (ver Heb. 2: 11 e 13: 12), e através do Espírito Santo (ver Rom. 15: 16; I Cor. 6: 11 e I Tes. 4:8).

3. Consiste na comunhão mística com Cristo (ver I Cor.1:2).

4. Depende do valor da expiação pelo sangue de Cristo (ver Heb. 10:10 e 13:12).

5. Realiza-se mediante a energia da palavra de Deus (ver João 17: 17,19 e Efé. 5:26).

6. Cristo é o nosso mais elevado exemplo de santidade, porquanto é a nossa santificação (ver I Cor. 1:30).

7. A eleição leva a efeito esse alto objetivo, por meio da santificação, não podendo esse alvo deixar de ser concretizado na vida do crente regenerado, visto que é um dos elos da cadeia de ouro que nos leva à glorificação (ver 11 Tes. 2: 13 e I Ped. 1:2).

8. A igreja se tomará gloriosa por meio da santificação (ver Efé. 5:26,27).

9. Conduz o crente à presente mortificação da natureza pecaminosa (ver I Tes. 4:3,4).

10. Conduz o crente àquela santidade no Intimo sem o que ninguém verá a Deus (ver Rom. 6:22; Efé. 5:7-9 e Heb. 12: 14).

11. Toma aceitável para Deus a “oferta” dos santos (ver Rom.15:16).

12. A vontade de Deus é que os crentes sejam santos (ver I Tes. 4:3).

13. Também é mediante a santificação que os ministros de Deus são separados para o serviço divino (ver Jer, 1:5).

14. Devemos orar insistentemente para que os crentes participem plenamente da santificação (ver I Tes. 5:23).

15. Sem a santificação ninguém poderá herdar o reino de Deus (ver I Cor. 6:9-11).

Santificação Completa

1. Biblicamente falando, isto é declarado impossível para a vida atual. Ver I João 1:8.

2. A experiência mostra que declarações de inteira santificação são falsas.

3. As pessoas que declaram Ter alcançado a “perfeição” sempre reduzem a definição do pecador para ter a capacidade de viver (em algum grau) suas declarações.

4. A santificação inclui a participação positiva nas virtudes morais de Deus (Gál. 5:22,23). Deste ponto de vista, a santificação deve ser um processo infinito, eterno. Ver Efé. 3: 19 sobre a nossa participação na plenitude de Deus. A perfeição atualmente é o alvo. A perfeição de Deus sempre será o alvo de nosso viver.

Em termos gerais, tudo isso está envolvido no processo de separação ou dedicação a um ser santo, para seu uso, para seu serviço, tanto nesta terra como nos céus, tanto no tempo como na eternidade. Deus santifica. Cristo santifica e o Espírito Santo santifica (conforme declaramos anteriormente), mas o próprio crente também se santifica, cedendo à influência divina e aplicando os meios normais de adoração e purificação, como a oração, o estudo da Palavra e a meditação, além da inquirição pelo Espírito

Santo. Esses são “meios” que compete ao crente aplicar a si mesmo, a fim de que o Espírito Santo, por sua vez, opere sua obra santificadora. (Ver os trechos de Lev. 11:44; Jos. 7:13 e 11 Cor. 6:14-18, onde a responsabilidade da santificação é imposta ao homem.)

A santificação consiste na transformação moral do crente segundo a imagem de Cristo. Por isso mesmo torna-se necessária a comunhão com ele, para que haja essa realização (ver I Cor. 1:4 e 11 Cor. 3: 18). As experiências espirituais específicas podem intensificar a busca e ‘fornecer vitórias especiais no terreno da santificação; mas nenhuma experiência poderá entregar tudo para nós. De fato, na qualidade de seres mortais, não somos ainda o tipo de seres que possa ter a santidade em seu sentido mais completo, conforme explanado acima. É mister que o indivíduo receba a natureza divina e esteja habitando nos lugares celestiais, antes de poder dar os passos gigantescos na direção da perfeição moral que podemos intitular de “completa santificação”. Trata-se de uma inquirição eterna, e não meramente da terra ou dos céus, como se, por ocasião da partida do crente deste mundo e de sua entrada nos lugares celestiais, tudo pudesse ser atingido automática e repentinamente.

Pelo contrário, esse exaltado alvo está sendo atingido; e nisso consiste a própria existência do crente, nisso consiste a própria natureza da vida terrena – tornarmo-nos cada vez mais semelhantes a Deus.

A santificação tem sido reduzida a um “sacramento”, porquanto muitos estudiosos supõem que, na Igreja Católica Romana, a santificação é conferida através da graça supostamente inerente nos sacramentos. Pelo contrário, a santificação é e sempre será “espiritual”, ou seja,

vem através da comunhão  com o Espírito de Deus, mediante sua presença habitadora contínua. Certamente que isso não envolve um processo legalista. Não pode a santificação ser atingida mediante a observância consciente de algum código legal.

O Alvo da Santificação

1. A santificação tem seus primórdios originários na eleição; e uma vez que se desenvolve em realidade, ela se torna um meio da eleição.

2. O Espírito Santo é o agente da santificação, pois afinal de contas, trata-se de uma realização divina. Requer a cooperação humana e se concretiza mediante o uso dos meios de desenvolvimento espiritual, como o amor, bem como o emprego dos dons espirituais, no cumprimento de nossas respectivas missões e na santificação.

3. O alvo é elevadíssimo: antes de mais nada, a própria natureza santa de Deus está sendo implantada em nós (ver Dan.3:21).

4. A perfeição de Deus é o alvo da santificação (ver Mal. 5:48). Chegaremos a participar da natureza do Pai, porquanto somos filhos de Deus e estamos sendo conduzidos à glória (ver Heb. 2: 10).

5. A participação na natureza metafísica de Deus é o resultado da inquirição após a perfeição (ver 11 Ped. 1:4). Isso nos conferirá a plenitude divina (a natureza e os atributos de Deus), conforme se aprende em Efé. 3:19. Essa transformação é levada a efeito em conformidade com a imagem do Filho, o qual é o arquétipo da nossa salvação (ver Cal. 2: I0 e Rom, 8:29).

Santificação envolve todo o nosso ser

Vemos que a santificação afeta nosso intelecto e inteligência quando Paulo diz que devemos colocar-se do novo “que está sendo renovado em conhecimento, à imagem de seu Criador” (Cl 3:10).Ele ora para que os filipenses para ver seu amor “abunde mais e mais no conhecimento e bom senso” (Fl 1:9). E exorta os cristãos romanos para “transformai-vos pela renovação da vossa mente” (Romanos 12:2). Embora o nosso conhecimento de Deus é mais do que conhecimento intelectual, não é certamente um componente intelectual, e Paulo diz que esse conhecimento de Deus deve aumentar sobre as nossas vidas “viver de modo digno do Senhor para o seu inteiro agrado” ( Col 1:10). A santificação dos nossos intelectos envolvem o crescimento em sabedoria e conhecimento para ser gradualmente “[tendo] cativo todo pensamento para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10:5) e achar que os nossos pensamentos estão recebendo os pensamentos que Deus nos ensina através da Sua Palavra.

Além disso, o crescimento na santificação afeta nossas emoções. Veremos cada vez mais em nossas emoções da vida como “amor, alegria, paz, paciência” (Gl 5:22). Nós vemos mais e mais capaz de obedecer o comando de Pedro de longe dos “desejos pecaminosos, que a guerra contra a sua alma” (1 Pedro 2:11). Cada vez mais achar que “ele [o amor] o mundo ou qualquer coisa nele» (1 Jo 2:15), mas que nós, como nosso Salvador, regozijamo-nos a vontade de Deus. Em uma medida cada vez maior que “[vontade subject] coração” (Romanos 6:17), e abandonar as emoções negativas da “amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, juntamente com toda a malícia” (Efésios 4: 31).

Além disso, a santificação afetar nossa vontade, o poder de tomada de decisão, porque Deus está trabalhando em nós, “é Deus quem opera em vós o querer eo fazer para obter a sua boa vontade” (Fp 2:13 .)À medida que crescem na santificação, nossa que respeitar mais e mais à boa vontade de nosso Pai celestial.

Santificação também afetam o nosso espírito, a parte não-física de nossos seres.Devemos “[purificar] de tudo o que contamina o corpo eo espírito, aperfeiçoando o temor de Deus na obra de nossa santificação” (2 Cor 7:1), e Paulo nos diz que a preocupação com “as coisas do Senhor “leva a” dedicar-se ao Senhor em corpo e espírito “(1 Coríntios 7:34).

Finalmente, a santificação afeta nossos corpos físicos. Paulo diz: “Que o próprio Deus, o Deus da paz, vos santifique completamente, e manter todo o seu ser-espírito, alma e corpo – irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23).Além disso, Paulo incentivou os coríntios a limpar “tudo o que contamina o corpo e o espírito, aperfeiçoando o temor de Deus na obra de nossa santificação” (2 Coríntios 7:1, cf.1 Coríntios 7:34). Para correr mais santificados em nossos corpos, eles estão se tornando servos mais úteis de Deus, mais receptivo à vontade de Deus e os desejos do Espírito Santo (cf. 1 Coríntios 9:27).

Nós não vamos deixar o pecado reinar em nossos corpos (Romanos 6:12), nem participar em qualquer forma de imoralidade (1 Coríntios 6:13), mas tratar o corpo com cuidado e reconhecer que eles são meios pelos quais o Espírito Santo trabalha em nossas vidas. Portanto, não ser molestado ou abusado de qualquer jeito, mas vou tentar ser útil e sensível à vontade de Deus: “Não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo que está em vós e que tenham recebido Deus? Você não é sua; foram comprados por um preço. Portanto, honrar a Deus no vosso corpo “(1 Coríntios 6:19-20).

 

 

 

 

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