Lição 6 – Autoridade do Evangelho

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evangelho

Texto Bíblico Básico

Romanos  1.1-6,15-17

1- Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus.

2- O qual antes prometeu pelos seus profetas nas santas escrituras,

3 – Acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi segundo a carne,

4- Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor,

5- Pelo qual recebemos a graça e o apostolado, para a obediência da fé entre todas as gentes pelo seu nome,

6- Entre as quais sois também vós chamados para serdes de Jesus Cristo.

15- E assim, quanto está em mim, estou pronto para também vos anunciar o evangelho, a vós que estais em Roma.

16- Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.

17- Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.

Texto Áureo

E bem sei que, indo ter convosco, chegarei com a plenitude da bênção do evangelho de Cristo. Romanos 15:29

Introdução

Hoje estudaremos sobre a autoridade do Evangelho, e primeiramente devemos definir o que é Evangelho.

Segundo o dicionário Strong ευαγγελιον euaggelionrecompensa por boas notícias ou simplesmente Boas Novas

Neste vocábu­lo, podemos encontrar pelo menos três significações. 1) Anúncio da salvação oferecida gratuitamente por Deus, atra­vés de Jesus Cristo, a todos os que crê­em. 2) Doutrina de Cristo como se en­contra nos quatro primeiros livros do Novo Testamento. 3) Os relatos da vida, do ministério e da paixão de Cristo, registrados por Mateus, Marcos, Lucas e João.

No Novo Testamento, as boas novas falam do reino de Deus, da mensagem de Deus aos homens, do perdão de pecados, da esperança. Nos escritos de Paulo o termo significa boas novas, especialmente em relação às igrejas; o plano de Deus para a igreja, o destino e grande privilégio da mesma, incluindo os meios de salvação, o perdia de pecados, a justificação etc…

Portanto os Evangelhos são uma autoridade em relação a vida, missão, obra de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

1. A boa verdade

O Apóstolo Paulo na primeira carta aos Coríntios, no capítulo 15, nos versos 1 a 4, ensina que o evangelho que ele tinha recebido é que Cristo morreu por nossos pecados; que foi sepultado, e ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Este era o evangelho que ele tinha recebido. Muito provavelmente tinha recebido de Ananias depois que foi para Damasco, quando da sua conversão, e depois por Barnabé e os apóstolos.

Mas quando Paulo escreve a carta aos Romanos, provavelmente da própria cidade de Coríntios, ele fala que o evangelho, que chama ousadamente de seu evangelho, vai muito mais além. Ele diz que no evangelho é revelada de fé em fé a justiça de Deus (Rom. 1.17). E ele mesmo diz que os cristãos que estavam em Roma, necessitavam conhecer todo o evangelho em Cristo Jesus. Que eles também como Paulo só tinham recebido uma parte deste evangelho, e que todo o evangelho agora era dado a conhecer para a obediência da fé (Rom. 16.26).

Até o capítulo 5 da carta aos Romanos, Paulo fala mais uma vez sobre aquilo que eles já tinham recebido: a justificação pela fé. Mas a justificação é para levar o homem à glorificação, isto é, ser conformado à imagem de seu Filho: “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” Romanos 8.29-30.

Este é o propósito eterno de Deus, de nos conformar à imagem do seu Filho. Mas da justificação para a glorificação existe a santificação. No capítulo 5 de Romanos o apóstolo Paulo usa por 4 vezes a expressão “muito mais”. Ele queria nos compartilhar que no evangelho em Cristo havia muito mais que apenas uma justiça através da fé no sangue. Que a graça tinha sido abundante no perdão dos nossos pecados, mas que ela tinha ido muito além do perdão, tinha sido superabundante.

Tinha também alcançado uma libertação da escravidão do pecado. No capítulo 6 Paulo entra na santificação pelo sacrifício de Cristo na cruz. Até o capítulo 5 Paulo trata da justificação pela fé, mas a partir do capítulo 6, já não é somente fé, mas também virtude e conhecimento.

A graça não se mostraria mais abundante se continuasse apenas perdoando pecados, mas ela se mostrou mais abundante nos libertando do pecado e de sua escravidão: “Sabendo isto, que o nosso homem velho foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, para que não sirvamos mais ao pecado como escravos” Romanos 6.6. A Palavra da cruz é poder de Deus para os que já são salvos (I Cor. 1.18). Cristo morreu e ressuscitou e nós fomos unidos, plantados em sua morte e ressurreição (Rom. 6.5), para que mortos para os pecados pudéssemos viver para a justiça (I Pd. 2.24, Gál. 2.19).

Paulo em Romanos 6 entra no evangelho no que diz respeito à santificação. Cremos que fomos perdoados dos nossos pecados pelo sangue, agora temos que crer que morremos para o pecado, que estamos livres do velho homem e da escravidão do pecado. Que agora libertos do pecado fomos feitos servos da justiça (Rom. 6.18). Que como Cristo morreu e ressuscitou, e já não morre mais, a morte não mais tem domínio sobre ele. Pois quanto a ter morrido, de uma vez por todas morreu para o pecado, mas quanto a viver, vive para Deus; assim também nós devemos nos considerar mortos para o pecado e vivos para Deus em Cristo Jesus. Agora devemos oferecer os nossos membros como instrumentos de justiça a Deus e não mais ao pecado. Portanto, devemos reinar sobre o pecado, e não o pecado reinar sobre nós, para obedecermos às suas concupiscências (Rom. 6.8-12). Reinar em vida por um só: Jesus Cristo (Rom. 5.17). Uma vez que morremos e ressuscitamos com Cristo, com Ele viveremos. Ainda que permanecemos num corpo de morte, o pecado não reina mais. Quem reina é Jesus Cristo.

Agora libertos do pecado, e feitos servos de Deus, temos que ter o nosso fruto para a santificação e por fim a vida eterna. Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor (Rom. 6.22-23). Agora não é somente fé no sangue de Cristo para perdão, mas fé e obediência à forma de doutrina a que temos sido entregues, para a santificação (Rom. 6.17). Antes não tínhamos escolha porque éramos escravos do pecado. Mas agora crendo que estamos libertos do pecado por Cristo na cruz, devemos agora apresentar os nossos membros não mais ao pecado como instrumentos de iniquidade, mas como quem ressuscitou com Cristo em novidade de vida.

Oferecer agora os nossos membros como instrumentos de justiça a Deus (Rom. 6.9-13). Paulo diz: “Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum” Romanos 6.1-2a. A graça é maravilhosa nos perdoando os pecados, mas ela só se mostra mais abundante libertando do pecado. Onde abundou o pecado, superabundou a graça, para que, assim como o pecado veio a reinar na morte, assim também viesse a reinar a graça pela justiça para a vida eterna, por Jesus Cristo nosso Senhor.

A morte reinou trazendo escravidão, mas agora a graça reina, trazendo perdão e libertação (Rom. 5.20-21). O perdão dos pecados já era dado no sacrifício dos animais na velha aliança, mas aqueles sacrifícios nunca podiam aperfeiçoar os que se achegavam a Deus (Heb. 10.1). Neste período a morte reinava e reinou até Cristo. Mas como os filhos são participantes de carne e sangue, Jesus também participou das mesmas coisas, para que pela morte, derrotasse aquele que tinha o império da morte, isto é, o diabo, e livrasse todos aqueles que com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão (Heb. 2.14-15).

Jesus derrotou aquele que tinha o império da morte, e agora Deus nos transportou daquele império, para o reino do Filho do seu amor (Col.1.13). Agora não estamos mais debaixo daquele poder da morte, mas do poder de uma vida indissolúvel. Fomos de novos gerados não de semente corruptível, que se corrompe pelo poder do pecado, mas de incorruptível, pela Palavra de Deus que é viva e permanece para sempre. Se é que temos purificado as nossas almas na obediência à verdade (I Pd. 1.22-23). Uma vez justificados pela fé não podemos mais viver no pecado e esperar que a graça nos sustente. De modo nenhum. A graça é muito mais abundante. Ela não só nos perdoou, como também nos libertou do poder do pecado. Uma vez que estamos libertos do pecado, não podemos mais viver em suas concupiscências, mas como filhos amados, ser santos assim como Ele é santo (I Pd. 1.16). Seguindo a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor (Heb. 12.14).

Uma vez justificados pela fé, e em paz com Deus, temos que crescer na santificação, porque esta é a vontade de Deus. Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isto não rejeita o homem, mas sim a Deus, que nos deu o seu Espírito Santo (I Tess. 4.3, 7-8). Temos recebido um reino que não pode ser abalado, por isso, devemos reter a graça, crescer e esperar inteiramente nela, e servir a Deus agradavelmente, com reverência e santo temor; pois o nosso Deus é um fogo consumidor(Heb., 12.28-29).

A justificação e a santificação nos levarão a glorificação, porque Jesus tomará para si mesmo uma igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, mas santa e irrepreensível. Foi por isso que Ele morreu por ela e agora a está santificando pela lavagem da água pela Palavra. Tudo isto já temos em Cristo, porque Ele mesmo disse: Tudo está consumado.

Mas para os que são santos, os que foram santificados em Cristo (I Cor. 1.2), é necessário ser santificado ainda (Apoc. 22.11); santificados na verdade (Jo. 17.17). Este é o mandamento do Deus eterno, dado a conhecer a todas as nações para obediência da fé (Rom. 16.26).

O Evangelho nos dias de Hoje

O evangelho que está em voga hoje em dia oferece uma falsa esperança aos pecadores. Promete-lhes que terão a vida eterna apesar de continuarem a viver em rebeldia contra Deus. Na verdade, encoraja as pessoas a reivindicarem Jesus como Salvador, mas podendo deixar para mais tarde o compromisso de obedecê-Lo como Senhor. Promete livramento do inferno mas não necessariamente libertação

da iniquidade. Oferece uma  falsa segurança  às pessoas que folgam nos pecados da carne e desprezam o caminho da santidade. Ao fazer separação entre fé e fidelidade,deixa a impressão de que a aquiescência intelectual é tão válida quanto a obediência de todo coração à verdade. Dessa forma, as boas novas de Cr isto deram lugar às más novas  de uma  fé  fácil e  traiçoeira, que não faz  qualquer exigência moral para a vida dos pecadores. Não se trata da mesma mensagem proclamada por Jesus!

Este novo evangelho tem  produzido uma  geração de  cristãos professos cujo comportamento raramente se distingue da rebeldia em que vive o não-regenerado. Estatísticas recentes revelam que 1.6 bilhão da população da terra são considerados cristãos. Uma bem conhecida pesquisa de opinião pública indicou que quase um terço de todos os norte-americanos  se declaram nascidos de  novo. Tais números, com  certeza, representam milhões de  pessoas  que  estão tragicamente enganadas. O que eles têm é uma falsa garantia, passível de condenação eterna.

O testemunho da igreja para o mundo tem sido sacrificado no altar da graça barata. Formas chocantes de imoralidade aberta têm se tornado coisa trivial entre professos cristãos. E por que não? A promessa de vida eterna, sem uma rendição à autoridade divina, alimenta a mesquinhez do coração  não-regenerado.

Os  entusiásticos convertidos a este novo evangelho crêem que o seu comportamento nada tem a ver com o seu status espiritual — mesmo que permaneçam libertinamente apegados aos tipos mais grosseiros de pecado e de formas de depravação humana.

Parece que a igreja de nossa geração será lembrada principalmente por causa de uma série de escândalos horripilantes que trouxeram a público as mais indecentes exibições de depravação na vida de alguns dos mais populares televangelistas. E o pior de tudo é a dolorosa consciência de que muitos cristãos olham para esses homens como parte do rebanho,  e não  como  lobos e  falsos  profetas  que  se imiscuíram entre as ovelhas (Mt 7.15). Por que deveríamos crer que pessoas que vivem na prática do adultério, fornicação, homossexualismo, fraude, e todo tipo de intemperança são nascidas de novo?

O  que  se  precisa  é  de  um  completo  reexame  do  que  seja  o evangelho. Temos de voltar ao fundamento de todo o ensino neotestamentário sobre a salvação — ao evangelho proclamado por Jesus. Penso que muitos ficarão  surpresos ao  descobrir como a mensagem de  Jesus é  radicalmente diferente daquela  que por ventura  tenham aprendido

Esboço do Verdadeiro Evangelho

  1. Ele ensina a Adoração
  2. Ele salva Pecadores
  3. Ele cura os enfermos
  4. Ele desafia as Pessoa
  5. Ele Busca e Salva o Perdido
  6. Ele Condena um Coração Endurecido
  7. Ele Oferece um Jugo Suave
  8. Ele Chama ao Arrependimento
  9. Ele Mostra Natureza da Fé Verdadeira
  10. Ele Ensina o Caminho da Salvação
  11. Ele Dá a Certeza da Vida ou do Juizo Eterno
  12. Ele Auxilia no Discipulado
  13. Ele Mostra o Senhorio de Cristo

 

 

 

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