Lição 5 – Jacó se casa com Raquel

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CAPÍTULO 29

• Versículos 1-8  Jacó chega ao poço de Harã

• Versículos 9-14 Seu encontro com Raquel  -Labão o atende

• Versículos 15-30  Contrato de Jacó por Raquel – O engano de Labão

• Versículos 31-35  Os filhos de Lia

Versículos 1-8

Jacó prosseguiu alegre sua viagem depois da doce comunhão que teve com Deus em Betel. A providência o levou ao campo onde deviam beber os animais de seu tio. O que se diz do cuidado dos pastores por suas ovelhas pode lembrar-nos a tenra preocupação que nosso Senhor Jesus, o grande Pastor das ovelhas, tem por seu rebanho, a igreja; por Ele é o bom portanto que conhece suas ovelhas, e a quem elas conhecem. A pedra da boca do poço era para fechá-lo; a água era escassa, não estava ali para que qualquer um a usasse: mas os interesses particulares não nos devem impedir que nos ajudemos uns a outros. quando se juntavam todos os pastores com seus rebanhos, então, juntos, como bons vizinhos, davam de beber a seus animais. A lei da clemência ao falar tem um poder obrigatório (Pv 31.26). Jacó foi bem educado com estes estrangeiros e achou que eles eram bem educados para com ele.

Versículos 9-14

Veja aqui a humildade e a laboriosidade de Raquel. Ninguém tem de envergonhar-se do trabalho honesto e útil, nem deve ser impedido pela preferência de alguém. Quando Jacó compreendeu que esta era sua parenta, esteve muito disposto a servi-la.Labão, embora não do melhor humor, deu-lhe as boas-vindas e se deu por satisfeito com o relato que Jacó lhe fez de si mesmo. Embora evitemos estarmos tolamente dispostos a acreditar em tudo o que nos seja dito, devemos ter cuidado de sermos suspicazes em forma pouco caridosa.

Versículos 15-30

No mês que Jacó se passou como hóspede, não esteve ocioso. Onde quer que estejamos é bom ocupar-nos em algo útil. Labão estava desejoso de que Jacó ficasse com ele. Não se deve obter vantagem das relações com os subordinados; é nosso dever recompensá-los. Jacó fez saber a Labão o afeto que tinha por sua filha Raquel. Carecendo de bens mundanos com os quais dotá-la, promete sete anos de serviços. O amor faz curtos e fáceis os serviços longos e difíceis; daí que lemos de trabalho com amor (Hb 6.10). Se soubermos valorizar a felicidade do céu, os sofrimentos deste tempo presente serão como nada para nós. Uma era de trabalho não será senão uns poucos dias para os que amam a Deus e anelam a vinda de Cristo. Jacó, que tinha-se aproveitado de seu pai, agora é utilizado por Labão, seu sogro, com um engano parecido. Daqui, que por injusto que tenha sido Labão, o Senhor foi justo: ver Juízes 1.7). Ainda aos justos, se derem um passo em falso, assim Deus lhes paga na terra. Muitos que como Jacó não são desenganados pela pessoa, em seus matrimônios, logo se encontram, para sua grande dor, desencantados pelo caráter. A eleição desta relação deve fazer-se com bom conselho e pensamento por ambas as partes. Há razões para acreditar que a escusa de Labão não era verdadeira. Seu modo de resolver a questão piorou o mal. Jacó se viu levado ao problema das muitas esposas. Ele não podia rejeitar a Raquel porque a havia desposado; muito menos podia rejeitar a Lia. Ainda não havia um mandamento expresso contra casar com mais de uma esposa. Era pecado de ignorância nos patriarcas, porém não justifica o mesmo costume atual quando a vontade de Deus está claramente dada a conhecer pela lei divina (Lv 18.18), e mais plenamente desde que, por nosso Salvador, podem unir-se somente um homem e uma mulher (1 Co 7.2).

Versículos 31-35

Os nomes que Lia dá a seus filhos expressavam seu respeito e consideração tanto para Deus como para seu esposo. Rubem, ou olha um filho, com este pensamento: “Agora meu marido me amará”; Levi, ou unido, com a expectativa de que “Esta vez meu marido se unirá comigo”. O afeto mútuo é ao mesmo tempo um dever e o consolo da relação conjugal; e os companheiros de jugo devem considerar o agradar-se um ao outro (1 Co 7.33-34). Ela reconhece, agradecida, a bondosa providência de Deus ao ouvi-la. Em tudo o que nos sustente e console nas aflições ou se ocupe de nossa liberação delas, é Deus quem deve ser reconhecido nisso. Chamou Judá seu quarto filho, ou louvor, dizendo: “Esta vez louvarei a Jeová”. Deste, segundo a carne, é que veio Cristo. qualquer seja a razão de nosso regozijo deve ser tema de nossa ação de graças. Os favores frescos devem apressar-nos a louvar a Deus pelos favores anteriores. Desta vez louvarei a Jeová mais e melhor do que tenho feito antes. Todos nossos louvores devem centrar-se em Cristo, como objeto deles e como Mediador deles. Ele desceu, segundo a carne, daquele cujo nome era Louvor, e Ele é o nosso louvor. Está Cristo formado em meu coração? Desta vez louvarei a Jeová.
Gn-29.1

c) Jacó na Síria (Gn 29.1-33.15)

1. JACÓ SE ENCONTRA COM RAQUEL (#Gn 29.1-14). Não podemos, até todos os rebanhos se ajuntem (8). Parece que havia algum acordo entre os pastores para que dessem de beber aos seus rebanhos todos ao mesmo tempo. Revolveu a pedra (10). Onde estavam “todos os rebanhos”, nessa ocasião, não temos meios de saber. A narrativa dá a impressão de ter sido um ato impetuoso de Jacó. E chorou (11). O caráter emocional de Jacó se manifestava constantemente, embora todos os orientais fossem e continuem sendo expressivos dessa maneira. Jacó foi claramente dominado de alegria devido ao feliz término de sua viagem.

>Gn-29.15

2. CASAMENTO DE JACÓ COM LÉIA E RAQUEL (#Gn 29.15-30). Olhos ternos (17). Isso provavelmente indica alguma inflamação ocular que a desfigurava. Sete anos te servirei por Raquel (18). Jacó ofereceu seu serviço em lugar do costumeiro dote dado aos pais da noiva. Por que me enganaste? (25). O enganador fora enganado! Jacó que suplantara seu irmão e enganara seu idoso pai, agora era enganado por sua vez. Nesse engano, Labão tirou vantagem do fato que a noiva era trazida vendada para o marido. Que a menor se dê antes da primogênita (26). O inescrupuloso caráter de Labão é desvendado aqui. Honroso ter-lhe-ia sido explicar isso, antes do acordo ter sido feito. Cumpre a semana desta (27). Refere-se à festa nupcial de sete dias (#Jz 14.12), e Labão pediu a Jacó que aceitasse o arranjo sem fazer perturbação, e prometeu que no fim das festividades lhe daria Raquel, quietamente, e sem cerimônias. Aplacado por essa promessa, Jacó se submeteu à miserável e degradante situação à qual Labão o forçara. Então lhe deu… Raquel (28). Jacó não teve de esperar por ela até que se completassem outros sete anos de serviço (30), como #Gn 31.41 talvez pareça sugerir.

>Gn-29.31

3. NASCIMENTO DOS FILHOS DE JACÓ (#Gn 29.31-30.24). Léia era aborrecida (31). Esta palavra é empregada apenas num sentido relativo. Conf. #Ml 1.3; #Lc 14.26. Parece, entretanto, que Jacó se mostrava positivamente aborrecido dela. Agora me amará o meu marido (32). Essas palavras, e as dos versículos 33-35, revelam o coração de Léia. Quem pode lê-las sem ficar comovido?

De sua primeira esposa Lia:Rúben (que significa eis um filho)Simeão (escuta)Levi (apego)Judá (louvor)Issacar (alugado, ou recompensa)Zebulon (habitação)Também Lia lhe deu uma filha que foi chamada Diná (justificada).

Da sua serva Zilpa:Gade (boa sorte)Aser (feliz)

De sua segunda esposa Raquel:José (Ele tirou, ou possa Ele acrescentar)Mais tarde Raquel teve outro filho, Benjamim (filho da minha mão direita): ela morreu no parto.

Da sua serva Bila: (justiça)Naftali (luta)

Comentário Bíblico AT – Mattew Henry O novo comentário da Bíblia – F. Davidson

 

 

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